domingo, 4 de setembro de 2011

Estamos no meio da História

O momento em que os ocidentais foram reapresentados à palavra Jihad. (Sean Adair/Reuters)

O momento em que um nova-iorquino se viu em meio a uma guerra. (Richard Drew/AP)

O momento em que o presidente norte-americano foi comunicado de que o século XXI começara. (Doug Mills/AP)

O século 19 terminou em dois dias. Especificamente, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. As bombas nucleares lançadas pelos Estados Unidos da América (EUA) sobre os japoneses sinalizou que o homem poderia se superar e ser muito pior do que as atrocidades cometidas pelos nazistas.

Entendido o recado, um pacto silencioso foi firmado para que o século seguinte fosse reservado à prosperidade econômica. Desde, claro, que esse desenvolvimento não prejudicasse as nações mais poderosas do planeta - Alemanha, China, EUA, França, Japão, Reino Unido e Rússia.

Sem enxergar, ou fingindo não enxergar o óbvio - que economia e poder são termos que sempre estão acompanhados das palavrinhas opressão e desigualdades -, os países ocidentais, na figura dos EUA, formataram, durante 56 anos, a nova versão das Cruzadas medievais.

Entre 9 de agosto de 1945 e 11 de setembro de 2001, um século não teve 100 anos. E foi interrompido porque o planeta Terra resolveu girar ao contrário. Se a peregrinação e a guerra santa foram empreendidas rumo a Jerusalém por 200 anos, quatro aviões e 19 suicidas enviaram o recado há dez anos: a religião voltaria a ser fundamento de batalhas.

Cada um dos acontecimentos históricos deixaram seus legados - positivos e negativos.

As Cruzadas Cristãs fizeram incontáveis mortos, mas as relações entre as nações cresceram em importância econômica e cultural.

Hiroshima e Nagasaki nos mostraram o pior lado do ser humano com seus 200 mil mortos num espaço de apenas três dias. Porém, aprendemos que o conhecimento científico e o desenvolvimento tem efeito devastador quando usado para o mal.

O 11 de setembro de 2001 em New York deixou 2.993 mortos, número ínfimo comparado às outras batalhas travadas entre homens, mas reiniciou a História da humanidade. Com H maiúsculo.

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